Redenção
O fundo se esquivaria em cores lívidas e de
lá se poderia ouvir um bolero setentista que fizesse recomeçar tudo outra vez
através das falas comuns, daqueles olhares angustiados trocados antes que
escurecesse e dissesses até logo, o mundo vai desabar e aqui nem existe mais.
Prometeria pincelar com cores vivas os
becos por onde desapareceste e pintaria sorrisos e flashes que a trouxessem
impressa em cada parede sombreada de sóis recentes sem mundos que te enlaçassem
pela cintura, pois nossa dança seria um duo chiaroscuro
rodopiando sem pressa trazendo-a para o olho do furacão caleidoscópico que
abriríamos a cada regozijo expresso pela tempestade dos nossos corpos.
..e por favor, ouçam esta canção
"Trovoa" de Maurício Pereira



