domingo, 22 de abril de 2012

A tempestade (III)

O encontro
 
Aquilo que se entreabriu viu 
em meio ao cinza das pinceladas qualquer coisa sorrindo para si, dizendo dos lilases
contidos
ainda por surgir daquele emaranhado de sobressaltos e esbarrões, chiaroscuro de corpos num espaço de trovões. Abriu-se do sonho gerânio desavisado transeunte inesperado em meio ao torvelinho de fadas e divas; abriu-se mais que acordado na esperança paleácea de que seus passos outra vez pisassem o corredor frio e fechasse as janelas antes da tempestade. Poderia virar-se tranquilo e deixar que lá fora tudo marulhasse convulso, pois ela já estaria aconchegada e nele a pele pérola nua vibraria dilúvios próprios da vida.

Foto: Piotr Kowalik

...e quem sabe, a calhar.

6 comentários:

ONG ALERTA disse...

Boa semana abraço Lisette.

Si, Fosse Algo seria o Nada disse...

Desde de que a gente se permita tudo é possível...inclusive atravessar as tempestades.
Ótima semana para vc!!!

Bjssss

Maria Luiza disse...

MARAVILHOSO O TEXTO!
UMA COISA DE LOUCO.
QUEREMOS MAIS.

elvira carvalho disse...

Já aqui estive ontem e li o texto. Mas os seu textos são sempre difíceis de digerir pela minha ignorância. Daí que nem sempre comente. Embora goste de o ler, tenha o seu link no Sexta e sempre venha quando vejo que tem post novo.
Um abraço e tudo de bom para si

Murdock disse...

"Um novo herói irá surgir, e se convercer que será eterno... Quando a chuva cair"

Otimo texto

http://amagoprofundo.blogspot.com.br/

Por : Murdock

M.L disse...

Sérgio!
Gosto muito de ler seus textos, estava sentindo falta.
Bjs.

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