domingo, 27 de setembro de 2009

Versos para o fim do mundo



(creio em ti e no fim do mundo; creio mais no frescor da sua pele e na redenção que encontro entre as suas pernas; creio nas palavras que se calam quando nos agarramos exaustos e tudo se acaba por alguns minutos)

I
Remoo versos entre os dentes
Sementes que viciam chãos
Versos que cuspo entrincheirado
Na lonjura aflita da solidão

II
Pequenas orgias mastigadas
Na estonteante vastidão das manhãs
Ninfas castas adoradas
Labiríntica Ariadne, bárbara Iansã

III
Versos que se confluem melancólicos
Que tanto cantam a loucura dos amores
Caprichosos gestos alegóricos
Versos que enraízam em vida suas dores

IV
As virgens então se contraem
Furtadas do gozo da aparição
Trespassam-se infelizes e se traem
Soltas num fim de mundo que viceja orvalho
Para muito além das trilhas e atalhos
Para muito além de qualquer conspiração.

14 comentários:

M@ disse...

Olá amigo Sérgio, cá estou eu como você pediu, poema bem acalorado, sensual em tudo.
Desejo uma boa semana.
Abraço
Manuela

Chinha disse...

Poema belo de envolvência e erostismo.

bjinho

VeraBasile disse...

Ainda bem que vc decidiu por não acabar de vez c a Trama!
Lindo Sérgio!!!!
Mágico e envolvente! Um belo canto...
Bjs

Sérgio Luyz Rocha disse...

Manuela, fico feliz por sua visita e por suas palavras...sabe, acho este poema de alguma forma mais místico que qualquer outra coisa, de fato, busquei dar-lhe uma dinâmica sensual, mas a força das divindades mencionadas parece que foi mais forte..rsrs...
Uma linda semana prá vc.
Bjs!

Sérgio

Sérgio Luyz Rocha disse...

Chinha, obrigado por visitar-me...e tomara, seja a 1ª de muitas outras visitas...rsrsrs..

Fique bem!
Bjs!

Sérgio Luyz

Sérgio Luyz Rocha disse...

...sabe, Vera, tenho uma cisma antiga com Iansã...sempre a achei voluptuosa..rsrs..já com Ariadne creio que a coisa fica meio freudiana...

Obrigado por visitar-me...

Bjs!

Oliver Pickwick disse...

Existencialismo de última geração, ancorado em mitos de tempos idos, ancestrais. E, como sempre, mais urbano que concreto asfáltico.
Mudou a estética, mas a temática é a de sempre, descrever de maneira brilhante conflitos ou acordos da natureza humana. É a sua tatuagem.
Bom vê-lo de novo lá pelas terras do condado.
Um abraço!

f@ disse...

Olá Sérgio,

Tb ©reio em ti no fim do mundo…
!n verso do chão as sementes
a brotar os cânticos loucos na ®aiz do verso ainda que labiríntico…
… O POEMA NAS GOTAS DE PÓ ...
...
AMOR NADO
E, só adornado de folhas de girassol orvalhadas… e o !nfinito beijinho

VANUZA PANTALEÃO disse...

Gosto desse escrever com gosto de terra de chão de Iansã com Bárbara, carne nas letras de sangue...
Não pare, Amigo!
Não pare!!!Bjsss

Claudinha ੴ disse...

Olá Sérgio! Deve continuar com seus versos sim. Se queria combinar então está combinado.
Cremos em coisas tantas e estas crenças é que nos fazem continuar.
Abraço!

M@ disse...

Ora bem isto não é nenhuma campanha da Manuela a outra mas esta Manuela escreveu um pequeno texto no blog A minha Aldeia, e é sobre comida ou seja sobre como se come na minha aldeia.
Só que para ganhar preciso dos vossos comentários lá por debaixo do pequeno texto.
Será pedir muito, vocês irem lá deixar um comentáriozinho?
Espero por vocês.
Abraço grande da Manuela.

disse...

Olá Sérgio,

muito belo o que escreves...
acreditar...

beijinhos

Si, Fosse Algo seria o Nada disse...

Baby,

Lá no meu blog tem um selinho de presente para vc!!!


Bjs

Analuka disse...

Versos vibrantes e enigmáticos... como as vozes (ou silêncios?) das ninfas, às vezes sedutores, como cantos de sereias!... Bom passear aqui, e saborear tua poética, meu caro! Deixo abraços alados!

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